quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Dementes

Há dias em que sinto o peso do mundo em mim...
Saio do trabalho e acordo para uma realidade que não queria, que simplesmente não escolhi mas que tenho boa parte de responsabilidade. Não entendo tanta coisa. Não me entendo. A mim. Eu que sempre peguei nas rédias da minha vida, agora estou nisto...à espera...inerte...pergunto-me porquê e de quê?
Porque não partes de vez? porque não ficas de vez?
Sei que não tens resposta...sei que nem tu próprio percebes muito bem.
Chegaste com pézinhos de lã, numa noite em que nada nos fazia prever o que depois se veio a desenrolar. Falaste de ti, dos teus fantasmas, dos teus sonhos, do teu gosto por café e por lençois de cetim pretos...recbias os meu devaneios, não questionavas. Aceitavas, interpretavas. Percebemos ali que era tanto o que não queriamos ver. Não era certo, depois de tantas mágoas da vida o receio de outra desilusão assombrava... Uma ansiedade crescente sempre que nos aguardavamos, um estado de demência que nos fez fazer loucuras, muitas...tantas...noites atrás de noites...pensámos parar, não podiamos continuar num estado quase sôfrego de nos possuirmos...num estado que nos fazia roçar o delirio...chegámos a tocar-lhe mesmo, andámos lá e assustámo-nos...mas não parámos..."queres parar?" perguntavamos...como? Tarde de mais. Nem agora consigo travar...com todos os males que esta situação nos provoca...não consigo...porque não me ajudas?

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Fingir que está tudo bem


fingir que está tudo bem



fingir que está tudo bem: o corpo rasgado e vestido


com roupa passada a ferro, rastos de chamas dentro


do corpo, gritos desesperados sob as conversas: fingir


que está tudo bem: olhas-me e só tu sabes: na rua onde


os nossos olhares se encontram é noite: as pessoas


não imaginam: são tão ridículas as pessoas, tão


desprezíveis: as pessoas falam e não imaginam: nós


olhamo-nos: fingir que está tudo bem: o sangue a ferver


sob a pele igual aos dias antes de tudo, tempestades de


medo nos lábios a sorrir: será que vou morrer?, pergunto


dentro de mim: será que vou morrer? olhas-me e só tu sabes:


ferros em brasa, fogo, silêncio e chuva que não se pode dizer:


amor e morte: fingir que está tudo bem: ter de sorrir: um


oceano que nos queima, um incêndio que nos afoga.


José Luís Peixoto

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Hoje é outro dia daqueles...em que olho para trás e o tempo já me levou as sensações

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Se tivesse coragem era aqui que escrevia um daqueles capitulos que me pedes :)

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Palavras gastas são como botas velhas...ninguém as quer!



As minhas palavras estão assim...gastas pelo tempo! São palavras que, de tão proferidas, deixaram de fazer eco dentro de quem as ouve...estão lá, marcam presença e nem sempre, apenas em momentos definidos entre o que os olhos lêem e o que a vontade responde...são, a maioria das vezes, encostadas para o lado como um par de botas que já não confortam.Daqueles que tiveram o seu tempo de caminhada e que já não fazem juz ao propósito para que as adquirimos...as palavras são exactamente assim. E com as palavras tudo o que as acompanha. É um percurso, que a cada passo dado sabemos que serve apenas para o desgaste do tempo nos amenizar a dor do afastamento definitivo. Há quem lhe chame desmame, eu prefiro chamar-lhe falta de coragem.

sábado, 21 de agosto de 2010

Com tudo o que isso implica...

Um risco que me apetece correr todas as manhãs...e por mais estranho que possa parecer não ficaste surpreso e até já tinhas pensado nele, será?

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Génios ou Loucos?


Para quem alguma vez questionou a sua sanidade mental, este livro serve exactamente para nos fazer sentir seres completamente enquadrados no que se considera normal. Sinto-me muito mais tranquila em perceber que afinal até não devo estar assim tão mal...

terça-feira, 20 de julho de 2010

Hoje não!


Hoje simplesmente não me apetece!Não me apetece ouvir gente. Queixam-se de tudo, do calor, que é muito; da cabeça que dói como nunca; da colega que traz um decote mais ousado; do marido que não ajuda em casa... Que gente!! Incapazes de olhar ao redor, de olhar nos olhos dos outros e senti-los.
Irrita-me solenemente o ar conhecedor (sim, porque essa gente percebe mesmo disto) com que dizem: "É a vida". Como se isso fosse condição que se tem de aceitar sem resignar.
Não tolero o ar de satisfação por banalidades, coisas ocas, vazias. A presunção fingida como se o centro da vida fosse a sua própria vida. Que merda de gente! Que se passeiam para ostentar que estão enquadrados no trilho dos carneiros. Vomitam palavras cruas, sem qualquer som de verdade!
Hoje não me chateiem, por favor! Não me peçam para vos ouvir e ser compreensiva. Hoje não sou!
Nem se atrevam a procurar-me com o palavreado ensaiado, de quem está muito bem na vidinha que levam, por julgarem que agora sim, entendem o verdadeiro significado de amar e ser amado. Não me digam hoje que tenho que sair desta situação, que não me leva a lugar nenhum, nem me digam que sou louca por acreditar...por sentir, por esperar... Que frieza, que gente esta! Como me conhecem tão pouco...Que raiva! De mim mesma! Por não explodir no momento certo, por não enterrar estes comentários logo ali, entre as pedras da calçada e fazê-los mergulhar no seu país das maravilhas e deixá-los lá presos com a rainha de copas às costas.
Não consigo...
Hoje não! Hoje simplesmente não me apetece!

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Um dia que espero que chegue...rápido por favor!

O Livro que me fez acreditar que um dia é possível sair do labirinto em que ainda me encontro...sei que vou conseguir, assim consiga aceitar dentro de mim que é isso que quero...


"E, no entanto, estou certa de que tu sabias o quanto eu sofria ... soubeste sempre, talvez por isso agora te sintas mais leve com as minhas palavras. É boa esta leveza entre nós , nao é ?"


"Vives tao perdido no teu labirinto que és como um náufrago que prefere recusar todas as bóias que lhe sao lançadas. Ou talvez penses que, ao agarrares-te a uma delas, irás mais depressa ao fundo"

"É exactamente daqueles que mais nos amam que saltam as críticas mais duras. Sao eles que nos conhecem, que esperam sempre o melhor de nós, quanto mais nao seja pelo amor que nos têm."

"Quando duas pessoas foram tao próximas como nos, e viveram essa proximidade de uma maneira única, aquilo a que tao raramente podemos chamar intimidade, há marcas que ficam para sempre na nossa memoria, sendo por isso inútil, e até ingénuo, tentar apagá las"

" Tu vives em mim por tudo o que representaste de bom e que foste de mau. E, no entanto, nao tenho por ti nenhum sentimentos de raiva, de revolta, de tristeza ou de desejo de esquecimento por todas as desilusoes que me fizesses mal e sei melhor que ninguém que nunca me quiseste magoar".

"Vou pensando em ti e em nós cada vez menos, embora te mentisse se te dissesse que nao me lembro varias vezes. As coisas mais insignificantes ainda me trazem a tua imagem. Lugares onde estivemos, frases, ideias, músicas, cheiros, pequenos nadas que me levam até à memória do que fomos, memórias nas quais me deixo ir como se num barco que perdeu os remos".

"Antes disso, foi preciso cair e levantar me ainda algumas vezes até chegar onde me encontro agora, um território de paz e de tranquilidade jamais alcançado e do qual espero nao voltar a sair".

"Uma das melhores coisas da vida é que ela muda. Nem sempre muda quando queremos ou como desejamos, mas muda. E no meu caso, porque sou uma pessoa abençoada, muda para melhor. Pelo menos, acredito que assim é. E o mais importante não é aquilo que vivemos, mas aquilo em que acreditamos".

"E, no fundo, nao suportava a ideia de a tua existência correr totalmente paralela à minha sem que eu tivesse nela a mais pequena interferência".

"Acredito agora que na verdade nunca me conheceste. Já eu, que te conheço demasiado bem, amei te por tudo o que me fizeste sentir, por ser quem era e como era quando estávamos juntos: feliz, um pouco frágil, sonhadora, dócil como nunca fui com qualquer outro homem".

"E cada vez que nos separávamos, eu perdia a faculdade da eloquência. Ficava bloqueada pela tristeza, esmagada por ela, sem reacçao, como um animal capturado que nem consegue imaginar qual será a sua sorte"

"Amar alguém é querer o melhor para essa pessoa. Amar é sonhar, é proteger, é dar a mao quando é preciso e solta la quando assim tem de ser. Por mais que nos custe."

"O tempo foi diluindo a tua presença na minha vida. Quem sabe um dia também dissolva a tua imagem da minha memória e eu consiga finalmente esquecer-me de ti. Nao é o que quero; porém, era o que deveria fazer."

"Era já demasiado tarde, tu tinhas outra vez mais uma vez invadido o meu coraçao. Pouco ou nada importava que o toque fisico se tivesse limitado a festas no cabelo e abraços sentidos e castos; o meu peito ardia por ti, o meu espirito sonhava contigo, todos os meus poros respiravam a tua pele. Tu estavas outra vez dentro de mim. Simplesmente estavas, porque nao eras uma situaçao na minha vida, antes um estado. Em apenas algumas horas a minha vida ficou em estado de sitio".

"Ninguém me vê como tu, ninguém te vê como eu. Há um encanto só nosso que nos faz pairar por cima de todas as coisas sempre que estamos juntos. Há um cuidado e uma estima em relaçao ao outro que fizeram com que nos mantivéssemos sempre próximos, apesar da distância"

"Tantas vezes nos atiramos para os braços de outro homem, pensando que esse é o caminha mais curto para esquecer alguém, e tantas vezes esse é o caminho que se revela mais longo"

"Quando eu dizia que nao te conseguia esquecer, a verdade é que nao queria esqecer te. Tu alimentaste a minha inspiraçao durante demasiado tempo e nada é mais dificil de uma pessoa se libertar do que de um hábito que lhe traz benefícios"

sexta-feira, 9 de julho de 2010

A Fine Frenzy - Almost Lover Official Video



Manhãs