quinta-feira, 30 de junho de 2011

quarta-feira, 29 de junho de 2011

CHEGA

...FUI!!!!

terça-feira, 28 de junho de 2011

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Quanto me conheces tu?



"Amar é conhecer mais do outro do que ele sabe de si próprio, e descobrir que ele conhece mais de nós do que nós mesmos." 
Eduardo Sá

domingo, 26 de junho de 2011

Como é que se esquece alguém que se ama?

Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?


As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.

É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.

Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.

Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.

O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar.



Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume'

quinta-feira, 23 de junho de 2011


A vida às vezes faz-nos surpresas. E ainda bem!


terça-feira, 21 de junho de 2011

Mas que raio de mania! Porque terei eu a mania de ter cuidado com os outros, quando estes não têm cuidado nenhum comigo? Para que quero eu saber se estão bem, mal ou assim assim, se esses mesmos, não se dignam se quer, a ter cuidado na hora de escolher palavras e têm memória curta? Apetece-me falar mal e mandar esta gente toda pastar. Não estará na hora de me cagar nesta gente e olhar mais para mim e para quem realmente me quer dar a mão?

sábado, 18 de junho de 2011

Liberta-me...

"O tempo foi diluindo a tua presença na minha vida. Quem sabe um dia também dissolva a tua imagem da minha memória e eu consiga finalmente esquecer-me de ti. Nao é o que quero; porém, era o que deveria fazer." MRP

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Ainda lembras do que isto quer dizer? :))

terça-feira, 14 de junho de 2011

Javier Limón - Agua Misteriosa



Manhãs

Sorri para mim

Olha para mim meu doce!
Não fales! Não precisas.
Conheço os teus silêncios.
Como conheço os teus risos e os teus medos.
Da-me apenas aquele sorriso,
em que a tua lingua se curva
no canto dos teus labios
e mostram o branco dos teus dentes.
Senta ali...sim aí mesmo!
Agora toca o teu cabelo,
atrás da orelha direita.
Enrola-o, faz aquele caracol,
que prendes entre os dedos,
enquanto olhas para o nada.
Sentes como te admiro?
Não fales! Não precisas!
Porquê? - perguntas mais uma vez.
Porque te amo!
Como poderia não te ter amado?
Não quero ouvir mais nada!
Pxxiuu...
Não fales! Não precisas!
Despe-te de ti, veste-te de nós e
deixa que te prenda à minha pele,
para que juntos encontremos o caminho.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

É tão dificil sentir coisas que não têm tradução em palavras! É no silêncio delas que me procuras e me encontras. E quando o meu corpo desgovernado sente o que os teus lábios reclamam...acontece aquilo a que chamo de momentos de evolução cósmica...

domingo, 12 de junho de 2011

Hoje simplesmente assim

Bem juntinho...

sábado, 11 de junho de 2011

Quanto desejo

Chamam-lhe Quarto 3 Desejos! Era aqui  que começaria o primeiro, ou o último, depois se veria...Bastava teres esperado dois dias e teres tido consciência dos desejos que escondo em mim...

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Sade - Still In Love With You (Audio)



Manhãs
Enquanto falavamos de fantasias e experiências...e me questionavas...não tive coragem de te dizer a maior de todas! Aquela que queria que saisse de dentro de mim e de ti e se transformasse em algo grande, maior!!! Um dia...

Flor de plástico ou incertezas eternas?

Bolas, são 5 da manhã! Há mais de 7 horas que estamos aqui sentados em frente ao computador! Quantas vezes já aconteceu? Muitas...as suficientes para perceber que o assunto não se esgota, tal como noutras situações...parece que não há tempo para tudo o que queremos...e acabamos perdidos em nós e na nossa diferença.

Gostava de tirar-te esses vincos que a vida te deixou, como se fosse um ferro a vopor daqueles que engomam numa única passagem. Acho que nem um ferro a brasas teria tanta energia para o fazer...e eu, de caldeira ligada, gostava de te poder aliviar dessas marcas profundas que têm um aspecto de tecido tingido  e subsitui-las pelo toque acetinado que balança ao sabor dos teus movimentos e da tua vontade. Talvez, mesmo sem te aperceberes, te vá aliviando algumas. Talvez tenha sido esse o motivo do nosso encontro nesta cesta de roupa que é a vida...

 Em cada palavra que soltamos, em cada pensamento que as nossas conversas nos exigem, procuro perceber que raio de bola e cristal terás tu...quando tento deitar água numa flor, que mesmo de plástico, tenta brotar...tu tens o poder de aparecer na altura certa (ou não) e me mostrares que essa flor é apenas de plático e que não tem como crescer...fazes-me, mesmo sem saberes, deitar tudo por terra...ou por vaso...e ficar ali, novamente perdida...porque não te compreendo, porque não percebo...e principalmente porque não fazes questão de esclarecer...

domingo, 5 de junho de 2011