sexta-feira, 27 de maio de 2011

terça-feira, 24 de maio de 2011

Tantas dúvidas me assaltam o pensamento...estarei pronta para me libertar de ti? Será que o vou conseguir? Será que o quero mesmo fazer? Como vou viver depois disso? 
...
Porque me tens deixado tão sozinha nesta estrada? Não te assusta eu partir?

segunda-feira, 23 de maio de 2011

terça-feira, 17 de maio de 2011

Gosto quando me tocas no rosto,
quando sinto os teus dedos procurar os meus contornos
como se procurassem acalmar a dor que as palavras não conseguem afagar!

quinta-feira, 12 de maio de 2011

segunda-feira, 9 de maio de 2011

terça-feira, 3 de maio de 2011

Chegar a crescido



"Algumas coisas só se podem fazer em crescido.
Ler alguns livros, reparar noutras singularidades só se faz em crescido.
E perceber esses livros e esquecê-los de seguida, só em crescido.
Sofrer como nalgumas vezes só pode acontecer em crescido, porque antes simplesmente não há coração para isso, ou melhor, há mas ele não aguenta.
Abrir as janelas de par em par, perder o passado num rés-do-chão rente à vida (a cama do amor) só em crescido.
Ser mais tranquilo, cozer o Outono num lume brando, falar tranquilamente connosco, ouvir músicas desabrigado e escrever a saudade num refrão em silêncio (noite alta) com, a boca, os dedos os olhos, os sentidos todos e ficar, só em crescido.
Respirar o céu, aquecer o sol, beber a água toda de um rio, escrever copiosamente com tinta azul? chuva dos teus olhos palavras excessivas e tentar movê-las numa dança pela sombra que fazem no papel? dar, enfim, um ramo de flores à Primavera, só em crescido.
Mesmo que doa, e para lá chegar custa (!) ? não sabe a azedo ? só em crescido se fica mais próximo de viver a vida toda."
Pedro Strecht