quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Não sei se um dia volto...

Que as memórias apenas fiquem aqui...presas...


Apenas Adeus!

sábado, 18 de dezembro de 2010

KATIE MELUA- I CRIED FOR YOU



Manhãs

sábado, 11 de dezembro de 2010

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Uma ideia...

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Só assim...porque sim...

Porque a época assim o exige e porque as memórias me assaltam...hoje apenas apetece lembrar momentos de fantasia e de sonhos coloridos :)

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Dementes

Há dias em que sinto o peso do mundo em mim...
Saio do trabalho e acordo para uma realidade que não queria, que simplesmente não escolhi mas que tenho boa parte de responsabilidade. Não entendo tanta coisa. Não me entendo. A mim. Eu que sempre peguei nas rédias da minha vida, agora estou nisto...à espera...inerte...pergunto-me porquê e de quê?
Porque não partes de vez? porque não ficas de vez?
Sei que não tens resposta...sei que nem tu próprio percebes muito bem.
Chegaste com pézinhos de lã, numa noite em que nada nos fazia prever o que depois se veio a desenrolar. Falaste de ti, dos teus fantasmas, dos teus sonhos, do teu gosto por café e por lençois de cetim pretos...recbias os meu devaneios, não questionavas. Aceitavas, interpretavas. Percebemos ali que era tanto o que não queriamos ver. Não era certo, depois de tantas mágoas da vida o receio de outra desilusão assombrava... Uma ansiedade crescente sempre que nos aguardavamos, um estado de demência que nos fez fazer loucuras, muitas...tantas...noites atrás de noites...pensámos parar, não podiamos continuar num estado quase sôfrego de nos possuirmos...num estado que nos fazia roçar o delirio...chegámos a tocar-lhe mesmo, andámos lá e assustámo-nos...mas não parámos..."queres parar?" perguntavamos...como? Tarde de mais. Nem agora consigo travar...com todos os males que esta situação nos provoca...não consigo...porque não me ajudas?

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Fingir que está tudo bem


fingir que está tudo bem



fingir que está tudo bem: o corpo rasgado e vestido


com roupa passada a ferro, rastos de chamas dentro


do corpo, gritos desesperados sob as conversas: fingir


que está tudo bem: olhas-me e só tu sabes: na rua onde


os nossos olhares se encontram é noite: as pessoas


não imaginam: são tão ridículas as pessoas, tão


desprezíveis: as pessoas falam e não imaginam: nós


olhamo-nos: fingir que está tudo bem: o sangue a ferver


sob a pele igual aos dias antes de tudo, tempestades de


medo nos lábios a sorrir: será que vou morrer?, pergunto


dentro de mim: será que vou morrer? olhas-me e só tu sabes:


ferros em brasa, fogo, silêncio e chuva que não se pode dizer:


amor e morte: fingir que está tudo bem: ter de sorrir: um


oceano que nos queima, um incêndio que nos afoga.


José Luís Peixoto

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Hoje é outro dia daqueles...em que olho para trás e o tempo já me levou as sensações

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Se tivesse coragem era aqui que escrevia um daqueles capitulos que me pedes :)

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Palavras gastas são como botas velhas...ninguém as quer!



As minhas palavras estão assim...gastas pelo tempo! São palavras que, de tão proferidas, deixaram de fazer eco dentro de quem as ouve...estão lá, marcam presença e nem sempre, apenas em momentos definidos entre o que os olhos lêem e o que a vontade responde...são, a maioria das vezes, encostadas para o lado como um par de botas que já não confortam.Daqueles que tiveram o seu tempo de caminhada e que já não fazem juz ao propósito para que as adquirimos...as palavras são exactamente assim. E com as palavras tudo o que as acompanha. É um percurso, que a cada passo dado sabemos que serve apenas para o desgaste do tempo nos amenizar a dor do afastamento definitivo. Há quem lhe chame desmame, eu prefiro chamar-lhe falta de coragem.